Depois da matéria que li ontem no jornal O Globo, e que a condensei aqui no blog - ler post, tenho até medo do resultado da que li hoje no mesmo jornal, "Plano contra a pobreza extrema". O Estado do Rio de Janeiro quer investir 1 bilhão de reais até 2014 em reforço no orçamento de 340 mil famílias. É o projeto Renda Melhor, que pretende complementar a renda das famílias, qualificá-las e ajudar na formação dos jovens.
A princípio a proposta parece ótima, mas vamos ver em 2014. Sem esquecer da Copa que ocorrerá neste ano, e que o Estado irá sediar. Só a obra do Maracanã, um dos doze estádios que serão utilizados no evento, já está saindo mais cara que o previsto - coluna de Ricardo Setti. Mas claro que o financeiro não é nosso problema, certo?
Pois em algumas páginas anteriores temos uma reportagem onde a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, admite que é "ilusão" que 165 pessoas entre líderes indígenas, quilombas, sem-terra e ambientalistas (de uma lista reduzida, já tirando os 42 que foram assassinados) ganhem devida proteção. E que sendo assim, apenas 30 dos 165 ameaçados de morte ganharão proteção. Mas isso é um outro assunto.
Pois em algumas páginas anteriores temos uma reportagem onde a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, admite que é "ilusão" que 165 pessoas entre líderes indígenas, quilombas, sem-terra e ambientalistas (de uma lista reduzida, já tirando os 42 que foram assassinados) ganhem devida proteção. E que sendo assim, apenas 30 dos 165 ameaçados de morte ganharão proteção. Mas isso é um outro assunto.
Voltando para a matéria do Renda Melhor, há um trecho em que diz: "A linha extrema da pobreza traçada pelo estado é de R$100 mensais per capita. O Renda Melhor concederá de R$30 a R$300 por família beneficiada, para que ela ultrapasse esse patamar". Só nos mostra como a prioridade são os números apenas, pois o interesse maior é de ultrapassar o "patamar" e não de oferecer bons empregos para que estas famílias, por conta própria, consigam alguma coisa. E que elas ultrapassem tal "patamar", mas como consequência e não como objetivo.


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